Pedacinhos de Mim

Quando estiver só vem me procurar...Ilumina minhas palavras com a luz do seu olhar.

Meu Diário
14/08/2005 15h08
Educação
Da escritora Tere Penhabe

Eu entendo uma nação, como um grande edifício em construção.
A educação, seria o alicerce dessa construção, que pode ser melhorado a qualquer momento, mas também pode ruir completamente, dependendo da fundação que estiver sendo efetuada nele, estacas que se partem, material de má qualidade utilizado para baratear custos, etc.
Essa fundação, a meu ver, é constituída pelos professores, nossos queridos mestres que têm a função divina e de extrema responsabilidade que é, utilizando-me das palavras de uma grande amiga,"formar opiniões".
Na verdade eu acredito que eles tendem a formar, muito mais do que meras opiniões, mas infelizmente, muitos deles nem se deram conta disso, ainda.
Para os governos do tipo que infelizmente nós temos, não interessa um alicerce firme e bem construído. É infinitamente mais fácil manipular "construções mal feitas".
Alguns professores, conscientes dessa falha dos órgãos competentes, tentam suprí-la exercendo com dignidade e responsabilidade a função, e mais que função, a MISSÃO a que se propuseram. Mas outros, infelizmente, sob a alegação dos baixos salários que recebem, deixam que crianças indefesas e ingênuas, sejam empurradas pela vida, aos safanões, sem nenhuma estrutura ou condição de enfrentar lá na frente, o monstro da competição que os espera e que os destruirá, sem dúvida alguma.
Esse monstro é criado com facilidade, nos "laboratórios" que são as escolas particulares.
E com isso, o responsável por esta tremenda injustiça, quer queiram quer não, é o professor. Aquele que não amou a arte de ensinar, que fez menos do que era possível, seja qual for a justificativa que tenha tido, ela não justifica a frustração do menino que segue pela vida a fora perdendo, perdendo, perdendo... e acreditando que é culpa da sorte.
Eu sempre acompanhei o andamento escolar dos meus funcionários, e constatei, com grande dose de revolta, desilusão e pesar, o quanto eles são enganados, o quanto eles ignoram as idiotices que fazem na escola, achando que estão aprendendo.
E um desses casos, o Paulinho, ao mencionar o que tinha feito na prova que tirou nota máxima, eu propus a ele um desafio: que se ele me apresentasse a prova corrigida pela professora, eu pagaria o salário dele em dobro.
O coitado foi pra escola feliz, em busca da tal prova, que é claro, nunca lhe permitiram que trouxesse para eu ver. Eu tive a nítida impressão, que a professora registrava as notas sem ao menos abrir as provas para corrigir, tamanho era o absurdo que ele havia mencionado como certo. E muitos outros casos que eu tive oportunidade de constatar, de gente que não teria condições nem mesmo de trabalhar na merenda escolar, mas estavam lá nas salas de aula, fazendo absurdos e impropérios, sob a qualificação de lecionar.
Graças a Deus, toda regra tem exceção, porque alguns, muito poucos é verdade, ainda não abdicaram do direito de ser honesto consigo mesmo e com a educação das crianças, pelas quais são responsáveis. Muito poucos, mas ainda existem os que são fiéis ao juramento que fizeram, e sobre estes, com certeza, está todo o peso da educação no país, são eles SIM, que carregam seus colegas irresponsáveis nas costas, porque sem eles, o ensino já teria ruído completamente no nosso país.
Mas é profícuo não nos esquecermos nunca de que, os governos passam, as crianças crescem e vão embora, saem do nosso raio de visão, as escolas ficam para trás, quando um professor aposenta e muda o rumo da sua vida, mas a consciência, esta nos acompanha pela eternidade, e para quem abraçou a ingrata profissão de professor, a única paz da sua consciência é olhar para trás e ver que foi UM BOM PROFESSOR. O resto é detalhe...

Santos, 13.08.2005

Publicado por Augusta Schimidt em 14/08/2005 às 15h08
 
10/08/2005 15h25
Homenagem aos poetas da foto
Homenagem aos poetas das fotos
Valeriano Luiz da Silva


Através dos versos exalto a Lindinha, ou amiga Raquel...
Pela grande surpresa, dando-nos este troféu...
Quem sabe daqui uns tempos...
Estas fotos darão exemplos
Muitos saberão quem foi Bernardino...
Que nos legou tantos poemas como verdadeiro ensino
Ou Professora Maria Jose Tauil...
Com suas mensagens Cristãs nos enviadas lá do Rio
E a carismática Patrícia Montenegro
Que conosco tem muito apego
Lembrarão da Suzette ou Ana de Portugal
Também da Arimel e da Alice Sobral
Alguém dirá: em Goiânia conheci a poetisa Rayma.
E em Anápolis Valeriano que só escrevia com rima.
Olha aqui! a foto da Yara e o esposo
Que casal unido e mui formoso!
Outros dirão: este casal é Masé Frota e o esposo,
Outro par muito unido e amoroso.
Muitos dirão esta é a Zelisa Camargo, grande guerreira...
E este é o Marcial que no Congo fez uma missão aventureira
Aqui está o Martinez, regente na música e na poesia...
E a amiga Terê que sem canseiralindas cirandas fazia.
Lembrarão da Augusta, da Olga e Silvia Trevisan
Do Eriberto da Giovânia e de Simone Marron
Hão de falar do Diógenes e sua esposa com lindas feições
Da Tânia Lemke que abrilhantou com suas lindas formatações.
E na Sala dos Poetas tinha a Roseli Busmair
Falarão da Ana Célia, da Faffi e da Suely
Lembrarão da Lídia Valéria e das pinturas da Marici
Outros até dirão: o casal Henrique e Elaine estão aqui!
Do João Carlos, Nandaevc e da amável Nadir
E do lindo casal do Sul Ilton e a Nany ou GI
Hão de comentar da Thereza Mattos, grande voz a ecoar...
Que as mazelas do governo ela esta sempre a denunciar
Da Cecíli, da Caducha e da Marisa Castelo Branco,
Da Artista Renate Emanuele e do Sardenberg com seus poemas francos
Da Sandra, Naidaterra, Neusa e da Lara,
Do Wilsom, da Miriam Torres e da Florzinha rara,
Da Denise de Novo Hamburgo e da Rita Noélia
Da Cigana, da Joyce e também da Célia e Ana Célia
Falarão da Maria, do José Luis e da Margareth Pelicano...
Companheiros aqui da Net que estão sempre nos alegrando
Da Lígia Tomarchio e da Vera Fiúza
com suas poesias claras e não confusas
Da Marilena Trujillo e da Lenamais
Poetisas que ninguém esquecerá jamais
E “Teus olhos” de Maria Helena Santini, que poema lindo e belo,..
E da frase “Uma flor tem mil pétalas” de
Ventura Telo
Alguém dirá: já li Lourdes Brecailo com seu poema "Borboletas"
E representando o “trio Borba Pinheiro” esta a Simone muito esbelta
Se por acaso deixei de relatar seu nome eu te peço perdão
Mas falar de todos desta foto, foi a minha intenção...
Gostaria de falar um pouco das virtudes de todos´
Mas a poesia alongaria muito, pois sei que todos agem com denodo,
Aqui está a vantagem de se ter amigo virtual
Pois, muitos tornam para nós mais que real...
Tem dia que é grande a saudade
Chego a pensar até onde será verdade?
Este alguém que antes nunca vi
E fisicamente não o conheci
Do nada esta pessoa surgiu...
Agora preencheu o meu vazio
Que Deus abençoe a Raquel Caminha
Oh! que mente sóbria e mãos habilidosas tem a Lindinha.

Anápolis Go, 09/08/05

valerianols@globo.com

www.albumdepoeta.com

Publicado por Augusta Schimidt em 10/08/2005 às 15h25
 
06/08/2005 21h52
Neguinho : Augusta, Tere Penhabe, Valeriano
Augusta Schimidt

Quem se lembra de Neguinho
Aquele menino mirrado
Que não dormia
Mas sonhava acordado?

Pois o meu Neguinho voltou
Dos seus sonhos fez realidade
Hoje é amigo da lua
E já não vive mais na rua

Neguinho agora tem casa
Com estrelas no quintal
Tem flores no jardim
Com perfume de jasmim

Ganhou de presente as nuvens do céu
Faz barquinhos de papel
E com eles navega
Buscando na nova vida
O doce sabor da felicidade

Neguinho agora sorri
Dos becos só restam lembranças
Reconquistou a fé no futuro
Voltou a ter esperança.
Campinas/05/08/2005

****************************

Neguinho?
Tere Penhabe

Eu jamais vou me esquecer
do menino que foi de rua
aprendi a gostar dele
pelo amor da professora.

E ao ler tantos meninos
na ciranda de poetas
ao chegar no tal Neguinho
meu coração reconhece.

Que bom saber que voltou
que sua chance aumentou
por certo há de realizar
tudo que ele já sonhou.

Neguinho há de ter amor
um aconchego para estar
as estrelas do quintal
vão a ele iluminar.

Só é preciso ser forte
no seu sonho acreditar
nem sempre a vida é alegria
mas vale a pena sonhar!

Que Deus lhe abençoe, Neguinho!
Que o mantenha sempre assim
confiante e esperançoso
pois é tudo que precisa.

Há de ser um grande homem
como tantos outros meninos
vai conquistar seu espaço
da família ser o arrimo.

Então lembre-se de nós
poetas do seu passado
que o amaram sem lhe ver
quando sonhava acordado.

E lhe desejam que um dia
viva em meio a muito amor
e até com um pouco de sorte
venha a se tornar doutor!
Santos, 05.08.2005_19:00 hs
www.amoremversoeprosa.com

************************************

Testamento de menino de rua
Valeriano Luiz da Silva

Sou menino de dor
Sem tutor ou curador
Sou menino atrapalhado
E também desmiolado

Como vivo ao relento
Aquecido pelo vento
Procuro no tambor o meu sustento
Às vezes lá está jogado meu alimento

Espero que na lei seja aceitável
Que eu deixe meus parcos bens
Para certo miserável
Pois não tenho um responsável

Meus bens estariam protegidos
Se eu tivesse curador
Mesmo após eu ter morrido
Seriam cuidados pelo mesmo ou tutor

Como um menor fazer testamento
Com um advogado fui buscar ensinamento
Mas o doutor foi violento
Achou que eu era ladrão em seu pensamento

Eu que fui muito traquina
Bati carteira nas esquinas
Morrer qualquer hora é minha sina
Já vou ao cartório ver o que a lei determina

Irei procurar o tabelião
Levo comigo a relação
Dos bens adquiridos na peregrinação
Mas não tenho deles documentação

Deixo meu testamento...
Para o Zé povinho sem alimento
O primeiro da relação é a chuva e o vento
Seguindo vem o sol, a lua e o firmamento...

O velho sobrado descoberto
A Fonte dágua da Praça Zé Alberto
Minha lata vazia de marrom glacê
Meu vidro limpo de azeite dendê

A lata foi meu prato na hora de comer
E o vidro foi meu copo na hora de beber
Deixo um lote cheio de mato que faz medo ver
Onde entre cobras e ratos eu dormia até amanhecer

Fica o velho tênis furado
Que da casa do rico foi furtado
Uma peça de fazenda, mas não de gado,
Cujo pedaço de pano foi meu acolchoado

Este testamento é irretratável e irrevogável
Ficam minhas chaves num envelope lacrado
Do sonhado automóvel tão desejável
E do utópico sobrado que nunca foi comprado.

Macapá – AP, 07/11/04
valerianols@globo.com
www.albemdepoeta.com

Publicado por Augusta Schimidt em 06/08/2005 às 21h52
 
28/07/2005 16h33
Sonata ao Luar & O vôo da Águia Míope / Augusta & Bernardino Matos
Sonata ao Luar
Augusta Schimidt


Sou notívaga errante
Ouvir estrelas ...
Falar com elas...
Ao som de Sonata ao luar
Me faz delirar

Nas nuvens eu vago
Qual gaivota solene
Com o vento navego
Nos ninhos de estrelas
Para ouvir o canto dos anjos

E através da canção,
Do som da lira tocante
Viajo em sonhos
Em busca de estrelas cadentes...ardentes...
E assim poder declarar o meu amor.
Campinas/24/07/2005


O VÔO DA ÁGUIA MÍOPE!
Bernardino Matos.


Na imensidão desse universo em me situo,
vejo-me menor do que um grão de areia,
mas nessa vasta paisagem eu me incluo,
minha mente se desprende, voa, vagueia.

Uma sonata ao luar, que idéia maravilhosa,
com um bornal em cada ombro, eu voaria,
um teria a cor escura e embora bem vistosa,
nele minhas tristezas, desilusões, colocaria,

Num outro branco , reluzente, eu depositaria,
minhas alegrias, meus amores e esperanças,
o vôo de uma águia míope eu empreenderia,
saberia onde pousar, não veria certas lembranças.


Na ponta de cada estrela eu deixaria uma carência,
queimaria no calor do sol minhas tristezas e ilusões,
depositaria em cada planeta uma amarga vivência,
ficaria mais leve, mais suave, sempre com emoções.

Uma vez vazio esse bornal escuro ao vento lançaria,
amarras, amarguras, asperezas, vazios, não mais teria,
na lua, cheio de paz, livre de angústias eu pousaria,
e aquele bornal branco, cuidadosamente,então, abriria.

Dele iria liberando, uma a uma, cada feliz lembrança,
eu me sentiria cercado de todos os meus entes queridos,
desfrutaria da amizade, da lealdade, da imensa confiança,
de meus amigos, de meu amor, não existiriam elos perdidos.

Uma vez liberto de todas as minhas frustrações e temores,
de todos os meus desenganos, apagaria, de vez, minhas falhas,
não mais sofreria com a solidão, nem sentiria meus tremores,
baniria a miséria, curaria as doenças, teceria com outras malhas.

Com a alma leve, com o coração batendo no ritmo balanceado,
sem aquele aperto no peito que me deixava desconfortável,
o vôo de retorno, sem nenhum peso, totalmente amparado,
eu procuraria uma praia calma, onde me sentiria mais afável.

E quando sobre as ondas do mar o clarão da lua se refletisse,
eu ouviria uma música suave, meiga, doce, acordes de sonata,
estaria, então, completamente revigorado, como se sentisse,
a mão de Deus em meu coração, entoando uma linda cantata.
Fortaleza, 28 de julho de 2005.

Publicado por Augusta Schimidt em 28/07/2005 às 16h33
 
26/07/2005 22h48
Índios na Província de Goyaz & Índios...Injustiça Social & FRATERNIDADE UNIVERSAL - NOSSOS INDIGENAS
Valeriano Luiz da Silva & Augusta Schimidt & Marcial Salaverry
Filósofos como “Rosseau,
Montaigne e Diderot”
Sobre os índios brasileiros falaram
E teceram comentários...

Mas vou me ater aos índios da minha terra...
Muitos desapareceram, outros não têm reservas,
O Bandeirante quando aqui chegou...
Com fogo os ameaçou

Querendo tornar os índios escravos
Bartolomeu quis mostrar-se bravo
Os índios Goiá e Araés foram adestrados
Gritando “Anhanguera, Anhanguera” assustados...

Goiás terra dos Kakriabás
Morada dos Akroás
Onde já foram livres os Karajás
Antes de o bandeirante aqui chegar

Caçavam e pescavam os Carijós
Não eram vigiados e andavam sós
Desfrutavam da natureza os Javaés
A terra era também dos Naudezes

Mas chegou certo instante
Mataram nossos xavantes
Hoje são poucos os restantes
Tudo começou por causa do ouro abundante

Onde estão nossos Caiapós?
E o ouro que era encontrado como pó
As terras precisavam ser colonizadas
Mas não com roubo, morte ou pancadas,

A Capitania de Goiaz
Mostrou-se incapaz...
De proteger nossas aldeias
E a maioria virou pó e areia

O que fizeram dos bons selvagens...
O branco fez das matas lindas pastagens
Pois sempre levou vantagem
E até pra matar índio arrumava coragem

O terceiro milênio chegou
Para os índios nada melhorou
Para que o futuro do índio não seja perverso
É preciso breve reverso

Enquanto o homem só pensa no progresso
Há tribos que só renasceria por incesto
Mas entre os índios o incesto é pena de morte
Para um ou dois índios ter famílias só se for por sorte

Talvez tornemos humanistas
Como Marechal Rondon grande sertanista
Que substituiu o ódio pela ternura
E a suspeita pela confiança destas criaturas

Ou sigamos os Irmãos Villas Boas
Duas gentis pessoas
Que por longa jornada
Suas vidas aos índios foram dedicadas

“Goyaz” nome da antiga província
Anápolis-Go, 27/07/05
valerianols@globo.com
www.albumdepoeta.com
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Índios...Injustiça Social
Augusta Schimidt

Diferença cultural
Desigualdade social
Dificuldade de distribuir
Com justiça o seu fruto
Sua lida pela vida,
Empobrecida...

Quando tudo começou
Uma esquadra na praia atracou
Com a tribo nativa barganhou
E foi assim que o Brasil começou...

Hoje...
Pataxó, Ianomâmi, Cariri
Xavantes, Tupinambá, Tupi Guarani,
Perde a terra
Perde o sonho
De viver no paraíso
Sente a fome,
Sente a sede
E nem dorme mais na rede

Não tem mais porto seguro,
Só tem o céu escuro
Sem paz e sem ar puro.

E a vida nativa,
Sem as flores da esperança
Sem as claras cachoeiras
Se perde na ribanceira
Desse mar selvagem
Da descrença brasileira.
Campinas /SP /07/06/05 10.00hs
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FRATERNIDADE UNIVERSAL - NOSSOS INDIGENAS
Marcial Salaverry

Desde criança, sempre tive atração pelo modus vivendi de nossos indígenas, sempre acossados e maltratados, perseguidos pelo simples fato de serem os verdadeiros donos desta nossa terrinha.
Sempre me revoltei com a maneira pela qual os indígenas sempre foram tratados.
Ora, eles já estavam aqui quando os europeus chegaram. Eles eram os donos da terra. Pelo menos é de se supor que o fossem, pois aqui estavam, embora não tivessem documentos comprovatorios da posse da terra. Talvez seja por isso que desde logo foram perseguidos.
Sempre houve tentativas para escravizá-los. Acontece que o natural espírito de liberdade dos índios, indispuseram-nos ao trabalho escravo. Deixavam-se morrer, mas não trabalhavam.
Até mesmo o trabalho de catequese, desenvolvido com a melhor das intenções pelos Jesuítas, poderia ser considerado prejudicial para a cultura indígena, pois a Fé Cristã, que lhes era imposta pelos jesuítas, contrariava todos os dogmas pelos quais eles haviam vivido desde há muitas gerações.
Bem, desde essa época, até os dias de hoje, praticamente nada mudou.
Os indígenas continuam sendo perseguidos, humilhados e maltratados. De antigos donos da terra, hoje vivem confinados em Reservas Indígenas, teoricamente a eles destinadas.
Teoricamente, pois suas terras são constantemente invadidas por posseiros que querem cultivar, por madeireiros, que se dedicam à extração clandestina (interessante esse conceito de clandestinidade, pois todos sabem que ela existe, sabem quem são os extratores, e nada se faz para puni-los, além de brandas multas, que não lhes pesam nos ganhos abusivos), e, como se não bastasse, também por garimpeiros, sempre em busca de um novo filão. Sendo que estes, são os mais violentos de todos, promovendo verdadeiras chacinas nas aldeias indígenas.
Quando os "silvícolas" procuram as cidades, é que a humilhação é completa.
São tratados como curiosidades, como animais num zoológico. E pior, como aconteceu recentemente numa rua de Brasília, são queimados vivos por jovens da sociedade, que promoviam "inocente" brincadeira... E depois eles é que são os selvagens... e nossa Justiça que liberta os autores de tão hediondo crime... não seremos nós, mais selvagens do que eles?
Gente, penso que é chegada a hora de se repensar na maneira de se tratar esses, que são os autênticos brasileiros. Que as autoridades, sobretudo a FUNAI (saudade de Vilasboas...), procure um tratamento mais condizente com sua condição de seres humanos (sim... apesar de índios, são seres humanos,
por mais estranho que possa parecer a muita gente...).
Já ouviram falar em Fraternidade? Pois é. Os indígenas, por serem criaturas humanas, também, são filhos de Deus, também são nossos irmãos, merecendo portanto um tratamento condigno.
Sem dúvida alguma, é chegada a hora de se fazer algo em benefício dos verdadeiros donos da terra. É chegada a hora de se levantar a bandeira indígena. E isso sim, será um ato de verdadeiro patriotismo. Afinal estaremos defendendo os direitos dos mais autênticos brasileiros.
É ridículo falar-se em Fraternidade, vendo nossos irmãos indígenas, vivendo na triste situação em que se encontram. Vamos repensar tudo?

Publicado por Augusta Schimidt em 26/07/2005 às 22h48



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