Pedacinhos de Mim

Quando estiver só vem me procurar...Ilumina minhas palavras com a luz do seu olhar.

Meu Diário
09/07/2005 15h54
Menino de Rua
Neguinho é um menino
Magrinho, mirrado
É menino de rua
E vive assustado.


Sua casa é a sarjeta
De um beco isolado
Neguinho não dorme
Mas sonha acordado.


Ao Neguinho eu quero
Deixar meu recado
E quero que saiba
Que estou do seu lado


Menino querido
Não fique assim triste
De olhos fechados,
Não suporto mais ver,
O seu choro calado


Venha Neguinho
Eu vou te levar
O mundo te espera
Vai ter o seu lar.

Publicado por Augusta Schimidt em 09/07/2005 às 15h54
 
09/07/2005 15h25
A Rosa e o Sabiá
Eu sou o sabiá,
que se enamorou da rosa azul
E com ela corri o mundo
De leste, oeste, de norte a sul
Procurando os corações
Dos poetas cirandeiros
Para neles plantar a semente
Do meu amor verdadeiro
Para todo o sempre...

Publicado por Augusta Schimidt em 09/07/2005 às 15h25
 
09/07/2005 15h15
Eu e o muro
Lá em casa tem um muro,
Mudo e pacato
É meu lugar preferido
Onde sempre desabafo.

Palavras feias não devo dizer,
Pois ninguém quer escutar,
Mas para o muro lá fora,
Eu posso até falar.

De tanto falar com o muro
Ficamos amigos de verdade,
E eu resolvi transforma-lo
Num lugar felicidade.

Troquei as palavras feias
Por pincel e tinta colorida
Transformei aquele amigo fiel
Em parte da minha vida.

Pintei flores de todas as cores,
Passarinhos cantadores,
Borboletas bailarinas
Pintei letras
Formei sílabas
Escrevi palavras bonitas.

Pintei contas no meu muro
Pintei o sol, pintei o sete
E quando o dia acabou
Pude perceber
Que meu trabalho não foi em vão,
Pois estava tudo ali registrado
O que eu tinha no coração.

Augusta Schimidt
27/03/05 10.30hs ( Poesias & Cidadania)

Publicado por Augusta Schimidt em 09/07/2005 às 15h15
 
09/07/2005 15h04
Josefina
Era uma vez Josefina
Menina mirrada e medrosa
Tinha medo de tudo
E com ela não tinha prosa.
Tinha medo de minhoca
Lagartixa, nem pensar,
Se encontrasse uma cobra
Era capaz de desmaiar.

Se era dia, dormia
Tinha medo do sol e da sombra,
Se era noite acordava
Tinha medo da escuridão
Tinha medo da boca da noite
Tinha medo de trovão.

Josefina tinha medo
Daquilo que não via
Tinha medo até
Do que nem sabia se existia.

Certo dia Josefina
De tão cansada que estava
Adormeceu encolhida num banco
E sonhou com uma fada.

A fada contou a ela
Um segredo especial
Acordando Josefina
Que não mais sentia medo.

Espantada Josefina,
Feliz e sem medo a menina,
Mergulhou na noite
Conversou com a lua
Esperou o sol chegar
Brincou com a sombra
E nunca mais teve medo de amar.

Ah! esqueci de te contar!
Sabe qual era o segredo
Que fez Josefina acordar?
O segredo era amar.
Amar a vida
E tudo o que ela lhe dá
Amar sempre,
Amar...amar...amar...

Publicado por Augusta Schimidt em 09/07/2005 às 15h04
 
09/07/2005 15h03
O Brinquedo Fabricado
Pobre criança...
Criança pobre,
Que nunca teve um brinquedo comprado,
Pois tudo que ela tinha
Era brinquedo fabricado.

Na desesperança da pobreza
Sua maior proeza
Era olhar com esperança
Os velhos trapos de chita
Que aos poucos se transformariam
Num brinquedo tão sonhado.

E com mãos ágeis foi fazendo
Os velhos trapos se transformarem
Numa linda boneca de pano
Que preencheria para todo o sempre
Suas horas de desencanto.

E carregando em seus braços frágeis
Seu brinquedo já fabricado,
A pobre criança sorria
Pois havia conseguido
Um sonho de vida inteira,
A boneca que seria
Sua eterna companheira.

Publicado por Augusta Schimidt em 09/07/2005 às 15h03



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